quarta-feira, 11 de novembro de 2015


Em Portugal, os moderados continuam em maioria (para desespero dos extremistas)

O extremar das posições políticas que vivemos nos dias que correm em Portugal não é necessáriamente mau como muitos dizem: É bom, pois de vez em quando tem que se lembrar quem não vota devido a motivos como “são todos iguais” ou outra baboseira qualquer, que é mesmo importante votar e cada voto conta.

O tema da ilegitimidade da solução governativa que está a ser desenhada, que é apontada constantemente pelos ferranhos do PSD/CDS não faz sentido. A constituição está a ser cumprida e a democracia está a funcionar.

Sendo eu Europeísta convicto, do “centrão” e/ou moderado, defendo essa moderação politica sem qualquer moderação. Estou por isso obviamente próximo das ideias programáticas do PS e do PSD e longe, muito longe dos lirismos do populista BE e do comunista PCP.

Não acredito no arranjo que está a criar o próximo governo, e até acho que vai correr mal, seja em termos da instabilidade até porque a probabilidade é não durar muito, seja porque não acredito que a receita económica do aumento do rendimento disponível seja por si só suficiente para equilibrar as contas do estado, sem haver uma forte racionalização, mesmo às vezes pouco racional e “justa” na despesa.

Dito isto, não desejo por nada deste mundo que o próximo governo corra mal, até tenho a esperança que corra bem a bem de todos nós. É uma jogada arriscada, que significa que se correr bem, ficaremos mais ou menos na mesma, mas que se correr mal será definitivamente muito mau.

Peço também aos novos governantes, que não utilizem a desculpa habitual de por a culpa nos anteriores, na Europa ou no mundo em geral para justificar seja o que for. Esta irritante mania da (nossa) política, exaustivamente utilizada pelo (ainda) atual governo e todos os anteriores, é um constante atestado de menoridade intelectual. Arranjem-se com o que vos entregaram, assumam e sigam para a frente!

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